Vitamina E

A vitamina E, também denominada tocoferol, é uma vitamina lipossolúvel , sendo importante a presença de gordura no bolo alimentar para a correta absorção desta vitamina1.

O termo vitamina E cobre oito compostos encontrados na natureza. Quatro deles são chamados tocoferóis e quatro são tocotrienóis, sendo identificados pelos prefixos α-, β-, γ- e δ-. De todas estas formas, o α-tocoferol é o mais comum e o mais ativo biologicamente1.

Esta vitamina encontra-se armazenada no fígado, tecido adiposo, coração, músculos, testículos, útero, sangue, glândulas supra-renais e glândula pituitária2.

Vitamina E
Células

Funções no organismo

A vitamina E tem um papel fundamental no metabolismo de todas as células. Atua como  antioxidante  protegendo as células (particularmente as membranas celulares) dos efeitos nefastos dos  radicais livres 3.

A vitamina E está envolvida na função imunitária, é importante também para a produção de glóbulos vermelhos e ajuda o organismo a utilizar a vitamina K3.

Fontes de vitamina E

A vitamina E é sintetizada unicamente pelas plantas sendo assim encontrada nos produtos vegetais, cujas principais fontes são os óleos de origem vegetal (amendoim, soja, palma, milho, cártamo, girassol, etc.) e com menor expressão as sementes e grãos de cereais1.

Alimento

Conteúdo em vitamina E (Tocoferol)

Óleo de soja

56–160 mg/100g

Óleo de milho

53-162 mg/100g

Óleo de palma

33-73 mg/100g

Óleo de Amendoim

20-32 mg/ 100g

Azeite

5-15 mg/100g

Manteiga

1-5 mg/100g

Óleo de coco

1-4 mg/ 100g

Fonte: Adaptado de Gerald F. Combs, Jr. The Vitamins Fundamental aspects in nutrition and health. Third edition. Elsevier AP. 20084

A vitamina E é pouco sensível ao calor, luminosidade e ácidos, no entanto é sensível à presença de bases e à oxidação5.

Estabilidade

Durante a cozedura dos alimentos presume-se que as perdas de vitamina E não excedam os 20%5.

Carência em vitamina E

A carência em vitamina E é rara. Os bebés prematuros ou de baixo peso (menos de 1500 g) podem apresentar deficiência nesta vitamina. Neste caso, a suplementação pode reduzir o risco de algumas complicações, como as que afetam a retina, no entanto também pode aumentar o risco de infeções6.

Para a vitamina E poder ser absorvida é necessária a presença de gordura no aparelho digestivo por isso, doentes com problemas na absorção de lípidos têm maior probabilidade de desenvolver carência nesta vitamina1.

A deficiência em vitamina E pode resultar em sintomas neurológicos, incluindo alterações no equilíbrio e coordenação, lesões nos nervos sensitivos, fraqueza muscular e lesões na retina1.

Valor de Referência do Nutriente (VRN)6

 

Idade

Masculino (mg/dia)

Feminino (mg/dia)

Lactentes

0-6 meses*

4

4

 

7-12 meses*

5

5

Crianças

1-3 anos

6

6

 

4-8 anos

7

7

 

9-13 anos

11

11

Adolescentes

14-18 anos

15

15

Adultos

19 anos ou mais

15

15

Grávidas

 

-

15

Mulheres a amamentar

 

-

19

*IA: ingestão adequada: não existem estudos que permitam estabelecer o VRN, mas estes valores garantem uma nutrição adequada.

Utilidade terapêutica

A suplementação com vitamina E poderá ser necessária em pessoas com distúrbios digestivos incluindo doença intestinal crónica ou pessoas que foram submetidas a cirurgias digestivas, uma vez que a capacidade de absorção de vitaminas lipossolúveis; é mais reduzida3.

Para além disso, devido ao seu carácter antioxidante , a vitamina E pode ser benéfica em casos de degeneração macular, diabetes mellitus tipo 2, fígado gordo e doença de Alzheimer, mas são necessários mais estudos que confirmem esta hipótese1.

Precauções

Doses elevadas de α-tocoferol podem interferir com a coagulação aumentando o risco de hemorragia em doentes a tomar anticoagulantes orais. Por isso, os doentes tratados com medicamentos anticoagulantes ou doentes em espera para cirurgias devem evitar níveis elevados de vitamina E.1,6

O ferro inorgânico (sulfato ferroso) destrói a vitamina E, assim estas duas substâncias não devem ser ingeridas ao mesmo tempo2.

Os médicos oncologistas não aconselham a utilização de suplementos com antioxidantes durante o tratamento de quimioterapia ou radioterapia uma vez que pode reduzir a sua eficácia, pela inibição do stress oxidativo nas células cancerígenas. Alguns estudos dizem que é necessário avaliar a relação risco-benefício da utilização de suplementos antioxidantes em conjunto com os tratamentos para o cancro 6.
A vitamina E interfere na absorção de alguns tipos de fármacos, como é o caso dos antidepressivos tricíclicos , antipsicóticos e beta-bloqueadores 3.

Por outro lado, certos medicamentos podem diminuir os níveis de vitamina E, como o orlistato , sucralfato , fenobarbital , fenitoína , carbamazepina , gemfibrozil e colestiramina 1,3.

    • 1922 - Na Universidade da Califórnia, o Dr. Herbert M. Evans e a sua assistente Katherine S. Bishop descobriram a vitamina E. Ao alimentar um grupo de ratos unicamente com alimentos lácteos verificaram que estes cresciam normalmente, no entanto em todas as fêmeas gestantes os fetos morriam no útero. Quando a dieta era suplementada com alface e gérmen de trigo os ratinhos nasciam saudáveis. Concluíram, assim, que haveria algum fator em falta na alimentação dos ratos que era causador deste problema.
    • 1936 - São obtidos os primeiros preparados de vitamina E a partir do óleo de gérmen de trigo por H. Evans e a sua equipa.
    • 1938 – Síntese da vitamina E por P. Karrer.
    • 1968 – A vitamina E é reconhecida como um elemento nutricional essencial para o homem.
    • 1975 – É demonstrado o efeito protetor da vitamina E em relação a algumas doenças cardiovasculares e cancerígenas.
    • 1983 – Identifica-se a ação da vitamina E contra os radicais livres .
      1. http://lpi.oregonstate.edu/mic/vitamins/vitamin-E - Linus Pauling Institute. 2015
      2. Mindell, E., Tudo sobre as vitaminas. Plátano. 1991 pags 61-62; 218-220;255-258
      3. http://umm.edu/health/medical/altmed/supplement/vitamin-e - University of Maryland Medical Center. 2016
      4. Gerald F. Combs, Jr. The Vitamins Fundamental aspects in nutrition and health. Third edition. Elsevier AP. 2008
      5. Le Grusse, J.; Watier, B., Les vitamines – Données Biochimiques, nutritionneles et cliniques. Centre D'Etude et D'Information sur les Vitamines.1993. pags 81-100
      6. https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminE-HealthProfessional/ - US department of Health & Human services. 2016

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